Um alho poró e a salvação da lavoura


Depois de um jejum de 12 horas pra coletar sangue no laboratório de manhã, tive que tomar café no hospital antes que tivesse um treco. Aí depois rumei pro pediatra pra mais um chá de cadeira. Resultado: cheguei em casa às 11:30h. No caminho, quando ainda estava no ônibus, me lembrei de um alho poró que já ia fazer aniversário no gavetão da geladeira. Lembrei também que naquela semana a gente ainda não tinha comido macarrão e aqui em casa eu só faço macarrão uma vez na semana – não que isso faça de mim uma mulher mais magra, mas enfim… O fato é que eu precisava de alguma coisa que saciasse a minha fome de comida de verdade mas que ficasse pronta em… alguns segundos.

Coloquei macarrão pra cozinhar, em outra panela refoquei alho, cebola e um alho poró. Tirei da panela, coloquei em um recipiente reservado, e na mesma panela derreti uma colherzona de manteiga, misturei uma colherzona de farinha de trigo, taquei uma xícara e meia de leite, misturei bem com o meu fouet todo desmilinguido (ai, com trema ou sem trema, e agora?) que em seguida foi pro lixo – o coitado já deu o que tinha de dar – e depois que o molho encorpou acrescentei um saquinho de 50g de parmesão ralado daquele que lembra o de verdade e o refogado que eu tinha reservado. Acertei o sal, ralei um tantão de noz moscada. Escorri o macarrão, misturei na panela do molho mesmo e foi pra mesa fumegando. Menu de guerrilha pero sin perder la ternura jamás!

Deviam fabricar perfume de alho poró. Eu usava.