Cuscuz de trás pra frente


Eu conhecia dois tipos de cuscuz: o paulista e o feito com fubá, que levava também coco ralado, servido no café da manhã na minha terra.

Em Recife, cuscuz é feito com “Flocão” e se come qualquer hora do dia, acompanhado por… por… é tanta coisa, mas eu vou tentar dizer uma listinha “básica” de possibilidades: ovos mexidos, queijo coalho assado (que na verdade é dourado na manteiga), carne, bode ou galinha guisada com aquele caldinho bem gostoso, salsicha com molho de tomate, charque desfiada… Acho que tá bom já.

E daí que eu primeiro vou dizer o que eu faço com as sobras de cuscuz daqui de casa, pra depois dar a receita do “cuscuz infalível”. 

Farofa genérica 

Os únicos ingredientes que eu diria que são obrigatórios aqui são: sobrinhas de cuscuz, claro, uva passa e coentro picado. E esses dois últimos por que um e outro dão O contraste de sabores que vai fazer essa simples farofa virar a estrela do seu almoço. 

Os outros você decide. Essa da foto, levava: frango do outro dia desfiado (com um pouco do caldinho), abobrinha ralada no ralo grosso, cebola, tomate, e os obrigatórios que eu falei.

O processo é simples: refoga a cebola, depois o tomate, depois a carne desfiada que você for usar (pode ser ovo também). Em seguida abobrinha, deixa cozinhar um pouco, aí é só juntar o cuscuz esfarelado, acertar sal, pimenta do reino à gosto, se tiver muito seca coloca um pouquinho de manteiga ou azeite, e quando estiver molhadinha e soltinha, junta as uvas e o coentro. Misture bem e sirva. 

Eu já fiz com sobras de pernil de porco desfiado, ficou maravilhosaaaaaa…

Cuscuz Infalível

Mas aí né, pra ter a sobra de cuscuz, você tem que fazer O cuscuz. E eu demorei um tempão pra aprender o segredinho de um cuscuz no ponto certo.

Se esse é o seu caso, prestenção:

Use uma medida, pode ser uma xícara, um copo… Não importa quantas medidas de flocão você for usar, será preciso sempre a metade dessa quantidade de água para hidratar o seu flocão.

Então digamos que você vai usar 3 xícaras. 

Coloca numa tigela e acrescenta 1 e 1/2 xícara de água e o sal (à gosto). Mistura bem e deixa uns 10 minutos.

Aí é encher o recipiente da cuscuzeira reservado para água até a metade, posiciona a parte superior reservada para o cuscuz e arruma ali toda a massa (sem apertar) que você hidratou. Tampa e acende o fogo. Médio. Fica de olho de vez em quando. Eu costumo saber o ponto assim: 1º – o cheiro avisa que tá pronto. 2º – na dúvida, destampa e toca o cuscuz, se você perceber que ele está compacto e fofinho, tá pronto. 

Agora vem o golpe de mestre….

Pegue uma manteiga “da boa”, e com a ponta de uma faca, coloque alguns pedaços em cima do cuscuz, tampe e deixe mais um pouquinho, já com o fogo desligado. A manteiga vai derreter e penetrar na massa, deixando-a molhadinha e com um toque especial.

Aí é só desenformar e servir.

Dica importante: se quiser deixar o flocão hidratando de noite pra de manhã só precisar colocar na cuscuzeira, facilita bastante na hora da pressa.

Escolha seus acompanhamentos e bonapetit!