Queijo coalho douradinho


Depois de descobrir o segredo do cuscuz perfeito, quero dividir com vocês minha mais recente descoberta: como deixar o queijo coalho com uma casquinha dourada e crocante por fora e molhadinho por dentro, sem medo de errar.

Quem mora em Pernambuco sabe que não é tão simples preparar o queijo coalho “assado” (que na verdade é dourado na manteiga) pois dependendo do queijo, da temperatura utilizada e o tempo que ele fica na frigideira pode acontecer um desastre e virar tudo uma grande gororoba grudenta.

Esse livro que ganhei de presente do marido (de Ana Cláudia Frazão, ed. Brascolor) no meu aniversário ensina as principais receitas da culinária pernambucana, da qual uma das sobremesas mais tradicionais é o queijo coalho com mel de engenho, servido também com melaço/melado de cana (que desconfio ser tudo a mesma coisa, mas enfim…) em outras regiões do Brasil.

O pulo do gato que aprendi nesse livro é muito simples: corte a quantidade de fatias de queijo coalho que você pretende servir, e coloque dentro de um saquinho com farinha de trigo. É só um pouco, nessa foto usei, para duas fatias de queijo, 1 colher de chá de farinha. Feche o saquinho e sacuda bem, de forma que a farinha possa aderir às fatias por inteiro.

Em seguida aqueça numa frigideira manteiga e azeite juntos, já que a manteiga quando submetida ao calor por certo tempo escurece e deixa um gosto de queimado no alimento. A mistura com o azeite evita que isso aconteça. A quantidade tem que ser no olhômetro, mas tem que ser o suficiente apenas para cobrir o fundo da frigideira.

Coloque as fatias de queijo quando a temperatura estiver bem alta, e não mexa, deixe que a crosta se forme para poder virar.

Nessa forma de preparo a farinha acelera o processo de formação da crosta crocante, além de evitar que o queijo perca a umidade interna.

Se não tiver mel de engenho, sirva com mel comum, como na foto, que na minha opinião também é uma DELÍCIA!