porfa


Fingir que não faz falta.

Fingir que não faz mal.

Fingir que não magoou.

Fingir que não tá doendo.

Fingir que não tá doente.

Às vezes a gente confude tudo isso aí com “ser forte”.

É que dá trabalho tentar resolver, então é mais fácil ir levando, fingindo e fingindo.

Mas ser forte é outra coisa.

Eu tô doente. Gripada pela milésima vez nesse mês. Mentira, é “só” a terceira.

E fingir que não estava mal e continuar vivendo como se nada tivesse acontecido só me fez piorar, óbvio.

O engraçado é que a gente não faz isso só com o nosso corpo. A gente faz com o coração também.

Mas… Até quando?

Até ele parar? Até ele endurecer de vez e se tornar amargurado?

Se ser forte é ser insensível, indiferente, então quero ser fraca.

Fraca pra perceber o menor sintoma, a dor mais sutil.

Fraca pra pedir ajuda, pedir remédio, “pedir arrêgo”, como se costuma dizer.

Prefiro ser fraca e viva, do que forte e amortecida pela dureza do meu próprio orgulho.

Eu tenho dificuldade de pedir, sabe? Mas… Pedir não dói. Não mata. Aliás é o não pedir que mata.

Então, pidamos à vontade. Mesmo que seja apenas pra pedir “olhe nos meus olhos?”, e,  principalmente, se for pra pedir desculpas.

Só é bom lembrar de pedir “por favor”, porque né, educação é o mínimo.

E por falar em pedir, será que alguém aí pode me trazer uma xícara de chá de alho, com bastante mel e limão? Ah, e um analgésico também.

É que eu tô fraca, e só tenho forças pra pedir – por favor – que vocês esperem eu melhorar =)

P.S.: quem não se derrete com essa cara de pidão do gatinho do shrek?

Imagem daqui